06 março 2006

Resumo - 1ª parte

Não tenho tido tempo para fazer as crónicas de férias, por isso, penso que vou apenas fazer um pequeno resumo de tudo o que vi. A abadessa, mais tarde, fará o dela (penso eu).

Geral:

1. Budapeste, Viena e Praga são cidades muito bonitas.

2. Os húngaros são simpáticos, se bem que um pouco fechados. Por sua vez os austríacos - que eu imaginava como sendo arrogantes e altivos - são extremamente simpáticos e expansivos, características que os checos partilham.

3. Em qualquer destas cidades existem wc's públicos que se podem utilizar mediante uma franquia (baixa). Posso adiantar que qualquer uma das casas de banho públicas que visitei encontrava-se imaculada e em muito melhor estado que certas casas de banho de restaurantes ou outras casas comerciais deste nosso cantinho.

4. Os transpostes públicos são baratos e funcionam todos muito bem. O metropolitano tem, na maioria das estações, acesso para deficientes motores e é permitido o transporte de animais, desde que devidamente acondicionados.

Budapeste:

1. As húngaras são mulheres extremamente belas e cuidadas.

2. Em Budapeste, os húngaros retiraram as estátuas do tempo do Comunismo (Marx, Lenine e algumas figuras do comunismo húngaro) e colocaram-nas num parque (Szoborpark) fora dos limites da cidade. Nós fomos vê-las e podemos adiantar que eles não as poderiam colocar em pior sítio. Tem de se apanhar um eléctrico até aos limites da cidade, e depois um autocarro regional e sair numa paragem no meio do nada, cerca de 30 minutos depois. O parque fica no meio de uma zona industrial e o autocarro que o serve apenas passa de hora a hora (no mínimo). O parque, para além das estátuas, tem ainda um Trabant (carro do comunismo) e uma mini loja (estilo guichet) onde se pode comprar cd's com as músicas do comunismo, T-shirt's temáticas (The 3 Terrors - Lenine, Staline, Mao; MacLenine - The Taste of Comunism e muitas outras), latas de spray com o último suspiro do comunismo, etc. Pelo menos, têm sentido de humor!

3. Um dos sítios que visitámos - e que mais nos impressionou - foi a Casa do Terror, uma casa-museu instalada onde anteriormente foi a sede do regime fascista e, mais tarde, depois da salvação pelo exército soviético, do Partido Comunista húngaro. Aqui podemos assistir a videos verdadeiramente terríficos sobre a ocupação fascista e comunista, ver artigos de propaganda, artigos de campanha, fardas e documentos do tempo da ocupação e visitar as celas onde milhares de pessoas acabaram por morrer vítimas do regime de ocupação (fascista antes, comunista depois).

4. O Danúbio não é azul.

5. A neve é fria e incomodativa (mas embeleza a paisagem).

6. A rua Raday (Raday Utca - onde ficámos alojados) e a rua Andrassy (Andrassy Utca) são das mais movimentadas de Budapeste. Esta última - a Andrassy - parte da rua Bajcsy Zsilinszky até à praça dos Heróis, atravessando quase toda a cidade. É nesta rua onde se encontram grande parte dos patrimónios classificados pela Unesco como património mundial.

7. Fomos visitar a Academia Ferenc Liszt (Franz Liszt), onde hoje funciona também o museu Franz Liszt.

8. A Basílica de St. Estêvão (Budapeste) é lindíssima. Queríamos subir à torre, mas a subida à torre da Basílica não se realiza durante o período de Inverno. Esta Basílica é dedicada a ao Rei Estêvão I - coroado pelo Papa Silvestre II, mais tarde Santo Estêvão - foi canonizado 45 anos depois da sua morte. Numa das capelas da Basílica é possível ver a maior relíquia que esta Basílica alberga (além de uma imagem de N. Srª de Fátima)... a mão de St. Estêvão... quer dizer, ela está em exposição, mas para a ver o incauto turista tem que pagar alguns forints para acenderem a luz do relicário. Aliás... quase tudo se paga em Budapeste.

9. Tentámos ir ver o Parlamento, mas a porta de entrada para as visitas (não me recordo agora de qual era) estava fechada e ninguém tinha a chave. Uma situação surreal... debaixo de uma carga de água que nos deixou encharcados até à medula.

10. Em Buda, visitámos o Bastião dos Pescadores e a Igreja de S. Matias (onde encontrámos uma imagem do nosso Stº António).

11. Visitámos ainda a Grande Sinagoga de Budapeste, onde além de casa de oração, museu e exposição, havia ainda nas traseiras um cemitério e um memorial aos mortos do Holocausto. Nesta parte, havia também uma enorme placa de mármore no chão - que não percebi se era túmulo ou um memorial - onde constavam diversos nomes e, entre eles, o do diplomata português Carlos Alberto de Liz-Teixeira Branquinho - que há semelhança do cõnsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, salvou vários judeus dos campos de concentração.

12. Visitámos o Museum of Fine Arts, onde pudemos observar, entre outras, uma exposição temporária com telas de Velasquez, Goya e El Greco. Nos museus - na sua maioria - é obrigatório deixar os casacos e mochilas no bengaleiro. Embora nalguns casos, as coisas sejam mais ou menos organizadas, neste caso, no Museum of Fine Arts, tal não era o caso, onde havia coisas que ficavam facilmente ao dispôr de alguma pessoa menos bem intencionada.

1 Novas Memórias:

Anonymous Anónimo escreveu...

Tambem visitei Budapeste Mas em Julho.O n/amigo Carlos Branquinho foi muito destacado pelo guia da sinagoga,personagem q. desconhecia..Destaco e acnselho ,no verão, uma visita e um mergulho nas piscinas de agua quente (aguas termais)..penso.Quanto aos comentarios ,achei interssantes e elucidativos.

13/12/2007, 01:55:00  

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