12 novembro 2003

Poema do dia

Eis o poema que queria colocar ontem, na sequência do que escrevi sobre sexualidades, mas que não conseguia encontrar. O meu amigo Fernando enviou-mo ontem à noite.

Apesar do atestado de destrambelhamento internético que me passaste, muito obrigada Fernando!

É necessário amar,
qualquer coisa ou alguém;
o que importa é gostar
não importa de quem.

Não importa de quem,
nem importa de quê;
o que importa é amar
mesmo o que não se vê.

Pode ser uma mulher,
uma pedra uma flor,
uma coisa qualquer
seja lá o que fôr.

Pode até nem ser nada
que em ser se concretize,
coisa apenas pensada,
que a sonhar se precise.

Amar por claridade,
sem dever a cumprir;
uma oportunidade
para olhar e sorrir.

Amar como o homem forte
só ele sabe e pode-o;
amar até á morte,
amar até ao ódio.

Que o ódio, infelizmente,
quando o clima é de horror,
é forma inteligente
de se morrer de amor.


António Gedeão, Amor Sem Tréguas

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