06 maio 2004

Porto Sentido

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do pilar
Vê um velho casario
Que se estende até ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
És cascata sanjoanina
Erigida sobre um monte
No meio da neblina

Por ruelas e calçadas
Da ribeira até à foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós

Esse teu ar grave e sério
Num rosto de cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonado
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem moi um sentimento

E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa

Porto Sentido, Carlos Tê e Rui Veloso

Porto
Foto retirada do site da Câmara Municipal do Porto

Neste próximo fim de semana vamos para fora (cá dentro), mais uma vez. Vamos até à cidade inbicta. Eu, que já não vou ao Porto há alguns anos, tenho curiosidade em ver como a cidade se encontra actualmente, depois de tanto ouvir falar em metro de superfície, obras na baixa, acessibilidades para os vários estádios, etc.
De passagem, vamos parar na cidade dos ovos moles e aproveitar para fazer umas fotos da ria - espero que o tempo ajude um pouco, apesar de as previsões não serem muito animadoras.
Vai ser mais um fim de semana diferente.
E Bibó Porto, carago. (carago não, carago!)

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