23 setembro 2004

A minha primeira lança em África... (3)

Dia 3
4 de Setembro

Levantámo-nos cedo para ir à primeira excursão, cujos destinos foram Cartago, Sidi Bou Said e Tunis (com visita ao Museu do Bardo).

Cartago

Entrar em Cartago foi uma sensação única. Percorrer as ruínas das Termas de Antonino foi regredir alguns séculos por momentos...

[Ao lado das termas, fica o palácio presidencial, na direcção do qual é proibido fotografar - assim como na direcção de muitos outros edifícios públicos]


Sidi Bou Said

De volta ao caminho, desta feita o destino era Sidi Bou Said - logo ali ao lado. Confesso que fiquei extremamente desiludido pelo ambiente que encontrámos - um enorme mar de gente. Entrámos e vimos uma casa típica de Sidi Bou Said - um excelente negócio para os donos da casa, onde nos foi servido um cházinho de menta. Do terraço da casa a vista sobre Sidi Bou Said é espectacular, mas o grupo de portugueses - como sempre - resolveu subir todo ao mesmo tempo e ficou a acotovelar-se durante um bom bocado em vez de ver a vista. Nós, optámos por não subir à parte mais alta e contemplar a vista do local onde estávamos (sossegados).

[Uma das minhas vontades era assistir ao pôr do sol no Café de Nattes bebendo um saboroso chá de menta - o que foi impossível SÓ pelo simples facto de a vila estar a abarrotar de excursões e turistas, além de serem APENAS 11 horas da manhã]

Conseguimos entrar no Café de Nattes, apenas para saborear um cházinho e dedicámos o restante tempo a ver um pouco do artesanato ao longo da rua principal. A abadessa fez o seu primeiro regateio - pequena nuance da qual passou a gostar - e conseguiu comprar uma pulseira de prata (pelo menos uma liga de prata) por 10 dinares, após lhe terem pedido 80.

No largo onde ficam os autocarros de turismo, várias bancas e vendedores tentavam também a sua sorte. Numa das bancas, estava o equipamento da selecção portuguesa com a camisola 17... do Cristiano Ronaldo.


Museu do Bardo e Tunis

Depois do almoço (péssimo, comparado com o do hotel) algures entre Sidi Bou Said e Tunis, fomos visitar o Museu do Bardo. Confesso que gostei muito do Museu do Bardo. Tem a maior colecção do mundo de azulejos romanos e tem ainda uma colecção de estatuária deveras impressionante. Só lamento o pouco tempo que tivemos, porque gostaria de ver tudo com mais atenção. Optámos por fazer a visita (como em quase todos os outros casos) por conta própria, sem guia e sem um mar de gente atrás. O museu, instalado no antigo Palácio Bardo - residência oficial dos reis hussitas, impressiona não só pelas exposições que tem a cargo, como também pela sua magnífica arquitectura.

[Aqui aconteceu um episódio curioso. Um dos guardas do museu, ofereceu-se para nos tirar uma foto em frente a um grande painel de azulejos. Após tirar a foto, cravou-me um dinar para um café...]

Em Tunis, visitámos apenas a medina - a maior do país. Desta feita, foi visita por conta própria para todo o grupo. No entanto, o guia alertou-nos para não nos desviarmos da rua principal. Deveríamos ir até ao fim da rua e voltar pelo mesmo caminho, para não corrermos o risco de nos perdermos.

[Depois da má experiência na medina de Hammamet, confesso que estava de pé atrás em tentar esta, ainda mais sendo a maior do país e em grande parte coberta]

Percorremos a rua principal e fomos (ao longo desse caminho) abordados por vendedores, de um lado e de outro da rua. Entre o ir e voltar, francês e espanhol arranhado, lá se compraram algumas lembranças.

[É incrível como os vendedores sabem um pouco de cada língua e conhecem pelo menos 2 ou 3 ícones dos mais diversos países. De Portugal, as estrelas são o Luís Figo, o Nuno Gomes e até a Maria José Rita Ritta]

Como ainda tínhamos tempo, resolvemos parar para descansar e trocámos um beijo, logo saudado por dois jovens tunisinos que passavam - parece que para eles não são permitidas certas demonstrações (públicas) de carinho.

Fomos fazer tempo até um café, perto do local onde o autocarro nos esperaria e aproveitámos para nos refrescar com uma coca-cola tunisina numa esplanada onde os únicos tunisinos eram o empregado e o dono do estaminé.

De volta ao hotel, à noite fomos até a uma pizzaria (mais uma) próxima beber um café. Aceitável. Já tinha um pouco de espuma!

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