13 agosto 2007

Resposta ao amável comentário do Sr. Anónimo

Caro Sr. Anónimo,

Antes de mais, deixe-me dizer-lhe que foi com grande prazer que li o seu comentário ao meu "post" anterior. Tenho a maior admiração pelas pessoas que gostam de expressar as suas opiniões, mas não têm a coragem de, ao menos, assinar com o seu nome de baptismo.

O senhor deve de ser uma daquelas pessoas que reclama constantemente os seus direitos, mas protesta sempre, na hora de cumprir os deveres, não é? Vá lá, deixe-se disso, que os tempos do Sr. Salazar já lá vão e o povo, embora sereno, não os vai deixar retornar (esta é a minha profissão de fé, pelo menos). Assine, diga qual a sua graça, que ninguém o leva preso.

Mas adiante. Ainda bem que o senhor andou na escola no tempo em que a dita ainda o era. Sim, porque hoje em dia somos todos uma cambada rebelde de iletrados, que não sabem o que para aqui andam a fazer. Noto, ainda assim, que, apesar de ter tido tão excelça educação, o Sr. Anónimo não devia ser muito bom aluno no que toca à interpretação do Português, já que não percebeu o significado de um texto bastante simples. De facto, a primeira vez que fui ao MNAA foi durante a escola preparatória mas, após essa primeira visita, tive a oportunidade de fazer muitas mais, já que, tal como o senhor, também vivo em Lisboa, de onde sou natural. Daí poder falar da evolução do espaço e das exposições ao longo dos últimos anos. Vinte e cinco anos, para ser mais precisa.

Mas deixe lá, se o Português não lhe correu tão bem assim, tenho a certeza de que compensou na Matemática - estou certa?

Quanto aos seus comentários sobre a Drª Dalila Rodrigues, pergunto-lhe: quando foi a última vez que visitou o MNAA? E não lhe achou qualquer diferença? A sério? Ou será que se a Srª Drª Dalila Rodrigues fosse um homem, de preferência com mais de cinquenta anos, o senhor daria mais crédito ao seu trabalho?

Por norma, costumo apagar todos os comentários anónimos a este "blog". O Memorial é a minha casa virtual e em minha casa só entra quem eu quero. Como aqui não posso impedir a entrada, posso, ao menos, limpar a "sujidade" de quem por aqui passa e nem sequer tem a dignidade de se identificar. Pode dizer bem que eu agradeço; pode dizer mal que eu não me importo - desde que se apresente. Mas no seu caso, decidi abrir a excepção: vou manter o seu comentário, até porque sem ele esta resposta não faria sentido, não é?

Com os meus melhores cumprimentos,

Sónia

P.S. - Se fui demasiado dura consigo, peço-lhe que me perdoe. É a minha TPM, sabe - dá cabo de mim. O que é que quer que lhe diga? Nós, as mulheres, somos uns desastres. É quando estamos à espera do período e quando tentamos dirigir um museu que o nosso destrambelhamento mais se nota. Na verdade, aqui entre nós, só servimos para uma coisa: para dar à luz criaturas como o senhor... Bom, vou voltar para o tanque, que depois ainda tenho uma pilha de meias para passajar! Pode ser que a Drª Dalila me queira acompanhar na tarefa...

2 Novas Memórias:

Anonymous Alegrão escreveu...

Fiquei de ligar brevemente, mas se calhar é melhor deixar passar esta semana, não?... Sempre acabas as meias e te acalmas...
Eu deixava a morada, mas sabes onde moro, portanto o nome chega.
Beijocas

20/08/2007, 16:21:00  
Blogger medusasss escreveu...

Sónia!
Muito bem! E mais nada! Toma lá e embrulha!
Subscrevo na totalidade o teu post!

08/11/2007, 11:11:00  

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