28 julho 2004

Ontem...

...Aproveitei para arrumar velhas fotografias, emoldurar algumas, ordenar outras e, ao mesmo tempo, recordar rostos e tempos passados. No meio delas, achei uma da minha mãe com dezoito anos. Virei-a e percebi que tinha sido oferecida por ela ao meu pai. A dedicatória dizia assim: "Até ao sono eterno te hei-de amar". Aquelas palavras, que noutras alturas eu consideraria pura e simplesmente pirosas (a minha mãe sempre gostou de literatura romântica), deram-me um conforto e um alento enormes. Afinal, havia mais amor à minha volta do que eu era capaz de perceber.

E ela cumpriu a promessa. Transformou as palavras em gestos e multiplicou-as ao longo de 47 anos de vida.

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