13 dezembro 2005

13 de Dezembro de 2005

Hoje é o dia do teu aniversário e eu não posso dar-te os parabéns. Gostaria de o poder fazer, gostaria de poder dizer que, por ser o segundo ano que passo sem ti, tudo vai sendo mais fácil e o tempo, que tudo muda e consome, já começou a mastigar a minha dor e a preencher o vazio de ti.

Gostaria de poder dizer que hoje sou mais feliz, que o Natal tem um sabor alegre, que o mais importante são as pessoas que estão e não os que partiram, mas não posso dizer nada disto porque tudo o que sinto é uma grande tristeza, mascarada de alguma alegria e boas doses de uma normalidade que não é verdadeira, que não passa de uma farsa que represento todos os dias para que a minha mãe não fique triste, para que os amigos e os colegas não olhem para mim com pena, para que eu própria não me afunde na minha tristeza. Nunca consegui lidar com a infelicidade, sabes. Sempre que alguma coisa má acontece, começo a fazer tudo para que passe depressa. Gesticulo, bracejo, dou voltas e reviravoltas, como alguém que nada contra uma corrente forte, só para não ceder, para não me afogar, para escapar à tristeza.

Quero que saibas que sinto a tua falta. Hoje mais do que ontem e, de certeza, menos do que amanhã - como alguém disse um dia.

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