14 dezembro 2005

Natal...

É Natal. Mais um ano passou e estamos de novo em Dezembro, com frio, com janelas que mais parecem uma feira popular, com as eternas filas para as últimas compras… que saudades eu tinha disto.
Não gosto particularmente do comércio e de toda a algazarra que se faz em torno do Natal. O Natal, ou pelo menos aquilo que faz desta época o que é – o espírito natalício – deveria ser todos os dias e não apenas limitado a 15 dias por ano, altura em que todos nos lembramos que há pessoas sem abrigo nas ruas (enquanto outras tem casas de “mil assoalhadas”), que há crianças que não tem um único brinquedo para brincar (enquanto outras têm quartos cheios deles), que há família do outro lado do mundo (mudaram-se para lá agora? E no resto do ano? Onde estavam?), as televisões lembram-se dos doentes (já não basta estarem doentes, ainda têm de levar com horas a ouvir músicas em playback). Por tudo isto e por muito mais que agora não me recordo, detesto toda esta hipocrisia à volta do Natal.
Do Natal, gosto da reunião da família, da consoada à mesa com os entes queridos, das filhós, das prendas dadas com amor e com necessidade, da lembrança daqueles que se lembram de nós durante todo o ano, do sabor do bacalhau e da “roupa velha” do dia seguinte, do calor da lareira, do abraço sentido de amigos e familiares, da conversa à mesa.
Tenho dito.

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