30 março 2007

Dizem que a família não se escolhe mas é mentira. Nascemos de uma família, mas podemos ir formando outra, muito mais nossa, ao longo da vida. O sangue não é mais forte do que os afectos.

Uma colega dizia-me há pouco que seria incapaz de adoptar uma criança porque nada pode superar o amor que tem pelo filho que gerou e que viu sair-lhe do corpo. Eu perguntei-lhe se ela saberia a diferença caso a tivessem adormecido durante o parto e lhe tivessem posto ao lado uma criança que não fosse a dela. Ela não soube responder.

Imagino que estas coisas sejam diferentes de pessoa para pessoa e que cada um se prenda aos outros com laços diferentes. Para mim, o sangue, as semelhanças físicas, o código genético não significam nada porque o afecto tem a forma que lhe quisermos dar.

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