24 abril 2007

Auto-controlo

Sou uma pessoa exagerada por natureza. Quando cozinho, é em quantidade suficiente para fartar vários batalhões. Quando começo a rir, não consigo parar (o mesmo se aplica às lágrimas - choro em catarata, ainda não aprendi a chorar como os adultos fazem, discretamente, sem alarde). Quando bebo, sou pior do que um estivador. E sim, sei o que são orgasmos múltiplos...

Mas, ultimamente, decidi começar a praticar o auto-controlo. Como ainda me estou a iniciar nesta arte, os resultados não são espectaculares, mas direi que começam a ser inspiradores. Claro que não tenciono aplicar o auto-controlo a tudo...se é que me entendem...há aspectos nos quais quero continuar a ser exagerada...mas adiante.

Comecei por controlar a comida que ingiro, não me fazendo todas as vontades. O meu problema não é com a comida propriamente dita, a séria, aquela que se come de faca e garfo. Os meus exageros têm a ver com chocolate e seus derivados e com a chamada "comida da treta", vulgo "junk food", da qual sou a maior apreciadora.

A seguir, tratei de dominar a carteira ou melhor, o impulso para puxar pela mesma sempre que vejo alguma coisa que me agrada, mesmo que vagamente. Isto aplica-se sobretudo aos livros, que sempre comprei em quantidades exorbitantes. O resultado: uma pilha de livros em frágil equilíbrio na mesa de cabeceira e outros espalhados por aqui e por ali, uns à espera de ser lidos, outros à espera que a leitura continue. Antes de comprar mais, vou tratar de ler todos os que tenho em espera. Se, no final da leitura, me sobrar espaço na estante, então sou capaz de recomeçar as compras, mas, desta vez, vou limitar-me a um de cada vez.

Em terceiro lugar, mas não em último, estou a tentar moderar a língua. Passo a explicar para que não haja malentendidos: sou aquilo a que habitualmente se chama uma "desbocada" ou "língua de trapo". Falo pelos cotovelos e, por vezes, falo demais. Não se trata de contar os segredos que me confiam, o meu problema é mesmo dizer tudo o que penso, na altura em que o estou a pensar. É como uma espécie de ligação directa entre o cérebro e a boca.

Enfim, acho que a isto se chama crescer, não é? Se calhar é isso mesmo, estou a ficar crescida.

Mas desde já aviso que há coisas que não tenciono moderar ou controlar. Os sentimentos, o prazer que me dão umas boas gargalhadas e praguejar e cantar enquanto conduzo. Para já, vou continuar a fazer tudo isto da mesma maneira. Sim, porque não me quero esquecer de mim própria...

2 Novas Memórias:

Anonymous Anaisa escreveu...

No meio de uma aula de portugues, deparei-me com este blog e adorei este post... enfim... tanta coisa em comum que se encontra inesperadamente.
Aqui fica um cumprimento um de simples rapariga...

31/05/2007, 17:11:00  
Anonymous Cândida escreveu...

puxa. tu és eu?:) ou eu sou tu?

05/08/2007, 20:41:00  

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