16 maio 2007

Tinha jurado que não iria escrever sobre o desaparecimento da menina inglesa, mas, no meio de tanta crítica e especulação, há duas coisas que, penso, devem ser ditas.

Em primeiro lugar, acredito que temos uma excelente polícia que faz o que pode e um bocadinho mais ainda, apesar da falta de meios e da ainda maior falta de respeito que os sucessivos governos deste país lhe têm dedicado. A mediatização deste caso deve-se à comunicação social e o facto de se acompanhar a par e passo as investigações não significa que a polícia esteja a fazer mais por esta menina do que fez por outras crianças, como a Joana, que desapareceu há 3 anos, creio, também no Algarve. Significa apenas que o interesse dos “media” por uma menina estrangeira é superior do que pelas dezenas de crianças portuguesas que continuam desaparecidas.

Em segundo lugar, seria estupendo que televisões e jornais dedicassem algum tempo e espaço a este problema, divulgando fotografias e falando, massacrando, pressionando, repetindo até à exaustão que existem crianças que, um dia, desapareceram, abruptamente, sem deixar rasto. Que existem pais a viver a maior dor possível, a de não saber sequer se os filhos estão vivos, se estão a sofrer, onde, como e com quem estão. Penso que este assunto merece uma atenção permanente, não apenas quando acontece mais um desaparecimento.

E não é uma coisa que diga respeito apenas aos pais e aos mais directamente envolvidos: é um problema social, é de todos nós, os que têm filhos e os que não têm. Se até os norte americanos conseguiram resultados com a “simples” ideia de imprimir nos pacotes de leite fotografias de crianças desaparecidas, de certeza que nós, por estas bandas, conseguiremos fazer muito melhor…

1 Novas Memórias:

Blogger Professor Howdy escreveu...


Hello there!
Are we having fun yet?
Your posting was clamant
& the pics were refulgent.
Thank you - Have a good day!!!

17/05/2007, 02:32:00  

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